sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

galo gatos rede madrugada

césar castro - wermer além da lama



na varanda o varal vazio
o corpo rola na rede
em madrugada de frio

o galo canta e o seu canto
atravessa as paredes da manhã
benvinda

os gatos trepam no muro
e gemem
como felinos no cio

fedra margarida
world of the woman
http://fedramargarida.blogspot.com/

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

cássia eller dois momentos

o primeiro em off, na trilha sonora do vídeo Santa Clara Clareou, filmado na praia de Santa Clara dia 30 de janeiro de 2011 com imagens da procissão dos navegantes em homenagem a Yemanaj, ela canta Pr Enquanto, de Renato Russo, e no outro ao vivo numa das suas antológicas interpretações. como bem disse Fedra Margarida: o espaço é pouco para uma mulher que disse tanto



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

injúria secreta

may pasquetti - fot: artur gomes



suassuna no teu corpo
couro de cor compadecida
ariano sábio e louco
inaugura em mim a vida

pedra de reino no riacho
gumes de atalhos na pedreira
menina dos brincos de pérola
palavra acesa na fogueira

pós os ismos tudo é pós
na pele ou nas aranhas
na carne ou nos lençóis
no palco ou no cinema
o que procuro nas palavras
é clara quando não é gema

até furar os meus olhos
com alguma cascata de luz
devassa quando em mim transcende
lamparina que acende
e transforma em mel o que antes era pus

arturgomes
http://juras-secretas.blogspot.com/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Divinas Musas Que se Foram mas Ficaram para Sempre

nem só da minha cannon são as musas que me encantam, mas todas aquelas mulheres que não vieram a vida a passeio vieram para deixar suas marcas por aqui, indeléveis ou profundas, estas duas aqui, passaram rápido deixando na gente aquele gosto de querer mais, Elis, embalou-nos dos anos 60 ao início dos anos 80, Cássia um tempo depois já nos eletrizantes anos 90 não
deixou pedra sobre pedra e como um raio um trovão relâmpago tempestade invadiu com sua voz e intrepretações singulares todos os tímpanos do país. tive a oportunidade de vê-la ainda em seu iníco de carreira, só com a voz e o violão num bar em Macaé, levar o público ao delírio tocando e cantando um Jimmi Hendrix, que na certa o faria muito feliz se tivesse ali presente para vê-la e ouví-la. Cássia Eller é sem dúvida a grande musa da moderna música popular brasileira.




Romaria
Elis Regina
Composição: Renato Teixeira

É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu cavalo

É de laço e de nó
De jibeira o jiló
Dessa vida
Cumprida a só

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida (2x)

O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos
Perderam-se na vida
À custa de aventuras

Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte
Eu não sei, nunca vi

Sou caipira, Pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida (2x)

Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de
Romaria e prece
Paz nos desaventos

Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar
Meu olhar

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida (2x)


ILUSTRADA 50 ANOS: 2001 - Morre Cássia Eller, maior voz do país

"Cantora era a maior voz feminina do Brasil", assinado por Pedro Alexandre Sanches, foi publicado originalmente domingo, 30 de dezembro de 2001.

Até ontem, ela era a maior voz feminina viva do Brasil. Desde o finalzinho do mesmo dia de ontem -que ano é este de 2001, que não acaba nunca?-, entrou para a galeria notável de vanguardistas que abandonam a luta cedo demais, por razões provavelmente imbecis.

O papo de "maior voz feminina" parece balela para homenagear, sob alto impacto, quem acabou de morrer. Não é o caso, desta vez. Quem está ligado na cena sabe muito bem que não havia páreo para Cássia Eller. Marisa Monte, a mais equipada para lhe fazer sombra (e que de fato fazia, se pensarmos em termos comerciais), no conjunto ficava léguas atrás de Cássia, por ser mais calculista, menos confessional, mais matemática, menos artista. Bethânia, Gal, Elza e divas antigas assim não teriam como ter, para a longa década de 2000, um centésimo da importância que Cássia nem começara a ter.





Cássia Eller realiza apresentação; cantora morreu aos 39 anos em dezembro de 2001

Porque ela foi, no curto tempo que aqui passou, conjugação explosiva de uma voz trovejante; de um senso raro de interpretação; de um conhecimento musical tão gigante quanto intuitivo; de uma personalidade aparentemente tímida e retraída, mas eloquente demais quando em cima de um palco; não só isso, mas muitas coisas ainda. Ela tinha que ficar, não podia ir embora.

Mesmo só gozando de pleno reconhecimento comercial há pouco -por causa do "Acústico MTV"-, Cássia foi a dona dos rápidos anos 90, essa década tão desgraçada pelo achatamento que a grana e o imediatismo impuseram à gana, ao talento, à arte. Não é por falta de simbolismo que Chico Science, outra das jovens esperanças musicais brasileiras, morreu nesses mesmos e hoje dolorosamente asquerosos anos 90.

Não há que questionar a trajetória pessoal de Cássia. Ela passou boa parte de sua história pública -iniciada em disco em 1990, após muita e muita e muita labuta por baixo dos panos da nossa indústria do disco - se enclausurando nas canções de dois de seus ídolos, Renato Russo e Cazuza. Se havia algo em Cássia que os procurava, mesmo morbidamente, não nos compete julgar. A dor, a imensa dor, é porque ela era a ilusão de ser uma de nossas tábuas de salvação, num país apodrecido por nomes que seria desrespeitoso citar por aqui.

Se ela fechará um triângulo de dor com dois de seus ídolos mortos precocemente, já nem é mais de nossa conta. O fato é que Cássia teve outros, muitos outros, dezenas o centenas de outros ídolos.

Desde 90, ela abrilhantou, mesmo quando se equivocava, canções velhas ou inéditas de Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Luiz Melodia, Ataulfo Alves, Djavan, Rita Lee, Lennon & McCartney, Jimi Hendrix, Gilberto Gil, Raul Seixas, Chico Buarque, Caetano Veloso, Lobão, Tião Carvalho, Riachão, Nando Reis, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Mutantes, Nação Zumbi, RPM etc. etc. etc. Sempre lhes acrescentava uma nova miragem, algum novo preceito, qualquer nova cor.

Sua jovem carreira de estrela já pendurava problemas, é verdade. Notada (com total justiça) como animal fogoso de palco, passou a ser instada a gravar cada vez mais discos ao vivo. Entrou no círculo vicioso da rentabilidade com sua gravadora, a voraz Universal, que vê aqui mais uma de suas apostas se desfazendo em tristes cinzas.

O investimento parece perdido também porque Cássia, no apetite de sua gravadora pela redundância, deixou menos variedade do que o troncudo potencial faria supor. Só a mais famosa canção de seu repertório, "Malandragem" (de Cazuza e Frejat), ela gravou três vezes em seis anos. Era jovem demais para tamanha redundância, e essas coisas afinal também podem fazer mal à saúde.

"Malandragem" ficou massificada demais, mas há de ser por seus versos cândidos ("quem sabe eu ainda sou uma garotinha/ esperando o ônibus da escola") que Cássia Eller será para sempre lembrada. Talvez com esse mesmo hino ela dance no éter, com Dolores Duran, Elis Regina e Clara Nunes, a ciranda da juventude perdida. Não, Deus não é brasileiro.


Só as Mães São Felizes
Cazuza e Frejat - gravada por Cássia Eller no Disco Veneno antimonotonia numadas interpretações mais sensacionais de sua discografia

Você nunca varou
A Duvivier às cinco
Nem levou um susto
Saindo do Val Improviso
Era quase meio-dia
No lado escuro da vida
Nunca viu Lou Reed
"Walking On The Wild Side"
Nem Melodia transvirado
Rezando pelo Estácio
Nunca viu Allen Ginsberg
Pagando michê na Alaska
Nem Rimbaud pelas tantas
Negociando escravas brancas
Você nunca ouviu falar em maldição
Nunca viu um milagre
Nunca chorou sozinha num banheiro sujo
Nem nunca quis ver a face de Deus!
Já freqüentei grandes festas
Nos endereços mais quentes
Tomei champanhe e cicuta
Com comentários inteligentes
Mais tristes que os de uma puta
No Barbarella às quinze pras sete
Reparou como os velhos
Vão perdendo a esperança
Com seus bichinhos de estimação e plantas
Já viveram tudo
E sabem que a vida é bela
Reparou na inocência cruel das criancinhas
Com seus comentários desconcertantes
Adivinham tudo
E sabem que a vida é bela
Você nunca sonhou
Ser currada por animais
Nem transou com cadáveres?
Nunca traiu seu melhor amigo
Nem quis comer a sua mãe?
Só as mães são felizes...

POESIA | Poemas mortais


ANELITO DE OLIVEIRA -


A Frederico Barbosa
Luís Eustáquio Soares
Narlan Mattos
Jairo Faria Mendes
Joca Wolff
Jomard Muniz de Brito
e Jorge Salomão


1.

É melhor retornar à poesia
É melhor desistir de problematizações supostamente inteligentes para corresponder a demandas de pessoas supostamente inteligentes que são, no fundo, profundamente estúpidas
É melhor não problematizar ideias supostamente interessantes que são, no fundo, profundamente desinteressantes
É melhor retornar à poesia
Seja lá o que isso signifique
Apenas pelo fato de que não consiste em problematizações supostamente inteligentes de que ninguém, obviamente, tomará conhecimento
É melhor retornar à poesia
É melhor retornar ao lugar de onde parti ao lugar onde alguém desinteressado está a ver a vida
Seja lá onde for
É melhor suspender ansiedades burocráticas
É melhor não esperar por nada
Retornar apenas
À poesia
É melhor retornar e não sair mais de lá
Ficar lá
Sozinho
Em meio às coisas sem importância nenhuma
Lá dentro do mundo
Alheio aos espetáculos urbanos


2.


Às vezes alguém compra pão
Numa padaria qualquer que encontra pela frente
Ao final da tarde
Para encontrar algum sentido na vida
Ainda
Às vezes alguém
Sem fome nenhuma
Entra numa padaria qualquer
E pede 100 gramas de salgado
Sem se importar com nomes
Apenas salgados
E uma xícara de café
Para encontrar algum sentido na vida
Ainda
Mesmo que seja por alguns minutos
Só isso


3.


Quando diremos a verdade?
Quando dizer a verdade será melhor que estar empregado?
Quando diremos a verdade mesmo se por isso formos demitidos?
Quando dizer a verdade será melhor que dizer mentiras estratégicas?
Quando diremos apenas a verdade,
Não mais que a verdade,
Só a verdade?


4.


Fede maconha, mas ninguém fuma maconha na rua, na cidade, na região, no estado, no país, em lugar nenhum,
Ninguém assume que fuma maconha aqui, todos são santos, não só não fumam maconha, não usam droga nenhuma, são contra todas as drogas, a começar pela maconha, são contra a discriminalização das drogas no país, inclusive da maconha.
Fede maconha no meio da noite, mas ninguém fuma maconha por aqui, todos são santos, todos são sérios, todos são puros,
E é estranho, portanto, que esteja fedendo maconha nesta hora, que esse cheiro forte atravesse a janela e entre aqui neste quarto, enigmaticamente,
Como se nada tivesse acontecendo.
Como sempre, nada nunca acontece por aqui.
Sempre estivemos em Dogville.


5.


Nada precisa de perfeição.
Como está, está perfeito, tal como pode ser. Mas queremos beleza,
E por beleza entendemos o que somos – beleza é a imagem que cultivamos.
Tudo que não somos, que não é como somos, não nos agrada.
E passamos grande parte da vida a lutar contra o mundo.
Não é uma coisa, ou algumas, que não estão de acordo com nossa ideia de beleza.
O mundo todo é horrível aos nossos olhos.
Mesmo o que dizem que é belo, que todos admiram, acaba por nos desagradar mais
cedo ou mais tarde.
Por isso, destruímos tudo a nossa volta.
A cada olhar, a cada toque, a cada respiro, acionamos nosso ódio contra o mundo.
Não suportamos nada nem ninguém.
No fundo, o que nos dá prazer na vida é a capacidade de matar
Com que nascemos.


6.


Waly tentava escrever o mundo, que não era, nunca foi, passível de ser escrito, escrevível.
Waly ultrapassava o mundo sempre que tentava escrever o mundo – o mundo escapava, automático, nos seus olhos.
Waly, o desejante, ultrapassava o mundo
Ou era – é possível pensar – ultrapassado pelo mundo sempre que tentava, às pressas, escrever o próprio mundo.
Escrevia o caos no lugar do mundo, o outro lado do cosmos, o que estava lá, abaixo do mapa, desconhecido.
Com razão, admirava Merleau-Ponty, o mundo não é alcançável. Alias, nenhuma coisa é alcançável nesta vida – mundo é, na verdade, “mundo”.
Waly queria tirar as aspas não só do mundo, mas de todas as coisas. Waly queria desaspar tudo a sua volta, sobretudo as pessoas, como quem desossa animais, para que tudo fosse agressivamente vivaz.
Nas suas mãos vorazes, tudo urrou - palavras, imagens, sensações – por um instante mais além do que cotidianamente é, tudo deixou de ser e voltou a ser, todavia,
O quase, o suportável, a promessa.
Waly esbarrava na razão e lá se indignava e de lá falava quando tentava, na sua colérica solidão, escrever este mundo.



7.


Não estamos preparados para morrer, tampouco para viver.
Nossa pretensão humana chega ao ponto de ignorar a coisa ridícula que somos, a coisa ignorante que somos, a coisa limitada que somos.
Não estamos preparados para nada.
Ninguém nos preparou para nada.
Um gesto grosseiro nos trouxe aqui. Outro gesto, igualmente grosseiro, nos levará daqui.
Se há algo que queremos evitar é a nossa própria condição humana num mundo cínico. Se há algo que queremos esquecer é o que temos sido.
Temos sido a enganação. Para o mundo. Para os outros. Para nós mesmos. Temos sido o que não somos.
A enganação se consolidou como nossa única condição de ser. Enganar, enganar-se, para ser feliz.
Uma felicidade enganosa.
A enganação é a nova feição da nossa ignorância. A enganação é a velha feição da nossa ignorância.
Ignorantes, desconhecemos nossa própria infelicidade. Ignorantes, rimos, felizes, da cara da nossa infelicidade. Ignorantes, temos vivido a infelicidade como felicidade.
Temos sido a enganação.
Não estamos preparados para morrer, tampouco para viver.
Morreremos ignorantes, como temos vivido, ignorantes.



que loucura

costumo quase sempre dizer qaue sérgio sampaio é uma pérola em meio a toda mediocriade que hoje rola na música popular brasileira, com muitas excessões, é claro. viveu e construiu sua obra poética musical em um tempo de tensões extremas onde ir ao fundo do poço cavar o osso era como escavar petróleo nas profundidades oceânicas e extrair de lá tesouros, que muitos hoje não tem mais a gan de ir buscar. no vídeo abaixo onde sérgio canta a sua loucura incluo imagens das estrepulias de layara monteiro espoleta neves uma outra pérola rara


Fui internado ontem
Na cabine cento e três
Do hospício do Engenho de Dentro
Só comigo tinham dez
Estou doente do peito
Eu tô doente do coração
A minha cama já virou leito
Disseram que eu perdi a razão
Tô maluco da idéia
Guiando carro na contramão
Saí do palco e fui pra platéia
Saí da sala e fui pro porão



travessia

de almada
vou atravessa o tejo
barco a vela
portugal a fora

em lisboa
vou compor um fado
e cantar no porto
feito um blues rasgado
de amor pela senhora
que me espera em paz

e todo vinho
que eu beber agora
será como um beijo
que guardei inteiro
como um marinheiro
que retorna ao cais

arturgomes
http://pelegrafia.blogspot.com/


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

jura secreta 131








o amor pode ser breve
assim como um floco de neve
um soneto em branco e preto
simbolista concreto abstrato
raio x auto retrato
subversão quando quiser
inspirado em erza pound
augusto dos anjos ou charles baudelaire
pode doer e ferir fundo
na alemanha ou na frança
bento porto sagarana
new york recife estocolmo louisiana
maceió aracaju em salvador ou paris
pode ser fulinaíma ou sacana
a marca do teu beijo em minha boca
gosto de sangue mel da cana
para sempre será profunda cicatriz

teus dedos brancos na seda
em guerra contra as palavras
a seda da tua língua
a morte que agora é lavra
ana que não é de hollanda
luisa de amsterdã
ainda arde em minha pele como a lã
teus pêlos em desalinho
que me aquecem a solidão no divã
em tardes de versos e vinho
tua carne trêmula nos lençóis
com tudo que o amor sempre quis

e quem sabe do amor somos nós
na divina comédia de dante
amar é sofrer não se espante
se ainda fazem de ti beatriz


artur gomes
http://juras-secretas.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

jura não secreta



alice
chuta o elefante
com seu pesinho elegante
olha
o verde o vermelho
o azul o amarelo
a multi cor do seu brinquedo
alice
desde que nasceu é música
e letra
do meu novo samba enredo

artur gomes – o pai
http://www.facebook.com/album.php?aid=33072&id=1715210101
http://musadaminhacannon.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

black billy

césar castro - wermer além da alma



ela tinha um jeito gal
fatal – vapor barato
toda vez que me trepava as unhas
como um gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz
feito cigarra cigana ébria
vomitando doses dos eu cnto
uma vez só subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos
na pele de insetos
praticando a luz incerta
no auge do apogeu
a morte não é muito mais
que um plug elétrico
um grito de guitarra uma centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha
na carne inicial de quem morreu


arturgomes


sábado, 5 de fevereiro de 2011

jura secreta 129

césar castro - wermer além da alma




a coisa que me habita é pólvora
dinamite em ponto de explosão
o país em que habito é nunca
me verás rendido a normas
ou leis que me impeçam a fala
a rua onde trafego é amplo
atalho pra o submundo
o poço onde mergulho é fundo
vai da pele que me cobre a carne
ao nervo mais íntimo do osso

arturgomes
http://juras-secretas.blogspot.com

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

may pasquetti - entrevista exclusiva



may pasquetti entrevista exclusiva para o cinema possível leia no blog http://curtabrisa.blogspot.com/





jura secreta 16

fosse esta menina Monalisa
ou se não fosse apenas brisa
diante da menina dos meus olhos
com esse mar azul nos olhos teus

não sei se MichelÂngelo
Da Vinci Dalí ou Portinari te anteviram
no instante maior da criação
pintura de um arquiteto grego
quem sabe até filha de Zeus

e eu Narciso amante dos espelhos
procuro um espelho em minha face
para ver se os teus olhos
já estão dentro dos meus

artur gomes
http://juras-secretas.blogspot.com