quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

1º Festival Nacional de Cinema do IFF

gabriela azevedo - foto: artur gomes


Você que produz vídeo com câmera celulares ou câmeras fotográficas digitais, ou pretende fazê-lo, agora você tem canal aberto para Mostrar a sua produção áudio visual:
       
Mostra de Curtas do IFF de 14 a 16 de março de 2012 no Campus Campos Centro, onde além de proporcionarmos visibilidade para um grande público para a sua produção, de acordo com a qualidade que ela atingir você poderá ser premiado no 1º Festival Nacional de Cinema do IFF, que acontecerá no período de 16 a 20 de abril de 2012.

Se o seu vídeo foi produzido entre os anos de 2010  a fevereiro de 2012, você poderá inscrevê-lo, enviando-o em arquivo AVI, MPEG ou DVD para Oficina Cine Vídeo do IFF – Rua Dr. Siqueira, 273 – Parque dom Bosco – Campos dos Goytacazes – RJ – cep. 28030-130 acompanhado da Ficha de Inscrição até o dia 1° de Março de 2012.

Se você é aluno do IFF ou morador de Campos dos Goytacazes, poderá fazer a inscrição diretamente na Oficina Cine Vídeo. Lembramos ainda que a partir de abril de 2012 a Oficina Cine Vídeo do IFF estará aberta não só para estudantes do IFF , mas também para toda comunidade externa da cidade de Campos dos Goytacazes interessada em ingressar nos mistérios da produção áudio visual.

Maiores informações:
Artur Gomes
Professor da Oficina Cine Vídeo
            (22)9815-1266      


Ficha de Inscrição

Nome:­­­­­­­­­­­__________________________________________________

Título do Filme:____________________________________________
Categoria:  (   ) Câmera de Celular     (   ) Câmera Fotográfica Digital

Endereço:________________________________________________

Cidade: ___________________________Estado: ______________­­­__

Fone:______________________

e-mail______________________

Página na internet.:_________________________________________

Estudante:?_______(sim)             (não)

Se estudante -  Qual Instituição: ________________________________

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

depois da chuva


folhas podem ser facas
pétalas podem ser pedras
cavalos são metáforas
na miragem do dia que não vejo
enquanto
alice dorme em sua cama ao lado
e o menino da vizinha
chora pelo pai que foi embora

artur gomes

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

para louise marrie



a flor da tua pele
me provoca amor intenso

mas amor é outra coisa
contrária a tudo aquilo
que penso

amar-te
não pelo acaso
de encontrar-te
cabelos ao vento
onde me provoca arte
em tudo aquilo
que invento

arturgomes

jura secreta 31

louise marrie - foto: Plural Build

 te amo
e amor não tem nome
pele ou sobrenome
não adianta chamar
quando se quer
porque tem seus próprios códigos
e segredos
mas não tenha medo
pode doer pode sangrar
e ferir fundo
mas é razão de estar no mundo
nem que seja por segundo
por um beijo mesmo breve
porque te amo
na mar no sal no sol na neve

arturgomes


terça-feira, 29 de novembro de 2011

o mundo ronca



entre o que fala
e cala
a cara
abre-se
dentro da
madrugada
desperta
aperta o nó
e segue
alerta
contra o som
do que não veio
o silêncio
grita entre
a janela e a porta
e no quintal dos fundos
o mundo ronca
sobre tudo
aquilo
que não tenho

arturgomes

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

entredentes 3



olhei a cara do tempo
ela estava fechada
não me dizia nada
pensei as sagaranagens
que o tempo fazia comigo
peguei do tempo o umbigo
cortei na ponta da faca
e a tua cara de vaca
sangrei sem nenhum remorso
porque isso o tempo n]ao tem
agora o tempo sorri
me mostra os dentes de boca
e tua cara de louca
é a minha cara também

arturgomes

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

leveza


isadora zecchin - musa da minha cannon


 o poema as vezes é sabre
lâmina fina como o vento
ou folhas suspensas
sobre um verde
quase água
quase pluma
levita sobrevoa se espraia
na voragem do dia
como os dedos da moça
ao atiçar o clic
no instante exato da fotografia

arturgomes

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

jura secreta 27

may pasquetti a garota da poesia



o rio com seus mistérios
 molha meu cio em silêncio 
desejo o que nos separa 
a boca em quantos minutos 
as flores soltas na fala
 o pó dos ossos dos anos  

você me diz não ter pressa 
seus olhos fogo na sala 
 o beijo um lance de dados 
cuidado cuidado cuidado 
que sou um anjo de fadas 
não beije assim meus segredos 

meus olhos faróis nos riachos 
meus braços dois afluentes  
pedaços do corpo do rio 
meus seios ilhas caladas 
das chamas não conhece o pavio 

se você me traz para o cio 
assim que o sexo aflora
 esta palavra apavora 
o beijo dado mais cedo 
quebra meu ser no espelho 
meu cerne é carne de vidro 
na profissão dos enredos 
quanto mais água me sinto
presa ao lençol dos seus dedos 

o rio retrata meu centro
 na solidão de mim mesma
  segundo a segundo nas águas
lá onde o sol é vazante
 lá onde a lua é enchente 
lá onde o rio é estrada  
onde coloca seus versos
  me encontro peixe e mais nada 

arturgomes

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Isadora musa da minha cannon

Video com poema de Artur Gomes, musicado e cantado
por Naiman,  faixa do CD Fulinaíma Sax Blues Poesia

 

baby é cadelinha


devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob o esterco de Vênus
onde me perco mais
me encontro menos
visto uma vaca triste
como a tua cara
estrela cão gatilho morro:
a poesia é o salto de um vara

disse-me uma vez só quem não me disse
ferve o olho do tigre quando plasma
letal a veia no líquido do além
cavalo máquina
meu coração quando engatilho

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os demônios de Eros
onde minto mais
porque não veros
fisto uma festa mais que tua Vera:
a poesia é o auto de uma fera

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os panos
quem incesta?
perfume o odor final do melodrama
misto uma merda amais que tua garra:
a poesia é o fausto de uma farra


arturgomes

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

isadora zecchin



Fulinaimagem



por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais
e a minha língua fosse
só furor dos canibais

e essa lua mansa fosse faca
a afiar os versos que inda não fiz
e as brigas dde amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto que a argamassa do abstrato

por enquanto
vou te amar assim adirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos

arturgomes

mariana del chile vergara



jura secreta 89

a face oculta da maçã
duas partes
que se abrem pêssegos
campos de girassóis
teus pêlos
alvoroçados
sob o sol de amsterdã
enquanto isso em teus mamilos
penso
o que ainda não comi desta maçã

arturgomes

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Delírio é a Lira do Poeta


 Desde a primeira vez que pisaram juntos o palco, em 2006 para homenagear Mário Quintana, que Artur Gomes e May Pasqueti vem afinando a química que os envolve num diálogo refinado que vai do delírio do lírico ao delicado do Erótico. Eles já foram atração na Fenavinho, em 2007, com Celebração do amor em Estado de Vinho e Uva, e no Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves.

Em Bento Gonçalves voltaram a estar juntos em, 2009  e 2010, bem como no Parque das Ruínas em Santa Teresa – Rio de Janeiro no evento Pop Rock Poesia, onde foi filmado o vídeo abaixo. Este ano com um repertório que vai da poesia de Artur Gomes a Sérgio Sampaio, passando por Torquato Neto, Paulo Leminski, Adélia Prado e Affonso Romano de Sant´anna eles apresentam o espetáculo poético O Delírio é A Lira do Poeta se o Poeta Não Delira sua Lira não Profeta.

Delírio 1

de Dante a Chico Buarque 
todos os poetas 
já cantaram suas musas 

Beatriz são muitas 
Beatriz são quantas 
Beatriz são todas 
Beatriz são tantas 

algumas delas na certa 
também já foram cantadas 
por este poeta insano e torto 
pra lhes trazer o desconforto 
do amor quando bandido 

Beatriz são nomes 
mas este de quem vos falo 
não revelo o sobrenome 

está no filme sagrado 
na pele do acetato 
na memória do retrato 
Beatriz no último ato 
da Divina Comédia Humana 
quando deita em minha cama 
e come do fruto proibido 

Delírio 2

te procurei na Ipiranga 
não te encontrei na Tiradentes 
nas tuas tralhas tuas trilhas 
nos trilhos tortos do Braz 
fotografei os destroços 
na íris do satanás 

a cara triste da Mooca 
a vaca morta no trem 
beleza no caos: urbana 
beleza é isso também 

meu bem ainda mora distante 
deste bordel carnavalho 
a droga a erva o bagulho 
Tietê um tonto espantalho 

Delírio 3

nossas palavras escorrem
pelo escorrer dos anos
estradas virtuais fossem algaravias
nosso desejo que não se concreta

e
eu tenho a fome entre os dedos
a sede entre os dentes
e a língua sobre a escrita
que ainda não fizemos

e o que brota desse amor latente
se o desejo é tua boca
no lençol dos dias?

Delírio 4

não sou iluminista nem pretender 
eu quero o cravo e a rosa 
cumer o verso e a prosa 
devorar a lírica a métrica 
a carne da musa 
seja branca negra amarela 
vermelha verde ou cafuza 

eu sou do mato 
curupira carrapato 
sou da febre sou dos ossos 
sou da Lira do Delírio 
São Virgílio é o meu sócio 

Pernambuco Amaralina 
vida breve ou sempre vida/severina 
sendo mulher ou só menina 
que sendo santa prostituta 
ou cafetina devorar é minha sina 
e profanar é o meu negócio 

Delírio 5

- essa estrada que vai dar
no mar dos teus mistérios
ou
essa estrada que vai dar
no mar dos teus silêncios
ou
apenas o caminho para o mar
na coluna vertebral
dos teus suplícios
ou
o poema puro ofício
de te oferecer amor, meu vício
e te querer estrada. sim

Federico Budelaire – viagens insanas

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

jazz free som balaio


 ouvidos negros Miles
trumpete nos tímpanos
era uma criança forte
como uma bola de gude
era uma criança mole
como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/versão de blues
nalguma nigth noite uma só vez
ouvidos brack rumo premeditando o breque
Sampa midinigth ou aversão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando despertas do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao ter-te arte nobre minha musa Odara
ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente 
galáxias relances luzes sumos pratos
delícias de iguarias que algum deus consente
aos gênios dos infernos que ardem arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte


Artur Gomes
poeta.ator.vídeo.maker
Fulinaíma Produções
 (22)9815-1266