sexta-feira, 20 de agosto de 2010

jura secreta 116


para carolina zimerman

nossas palavras escorrem
pelo escorrer dos anos
estradas virtuais
fossem algaravias
nosso desejo que não se concreta

e
eu tenho a fome entre os dedos
a sede entre os dentes
e a língua sobre a escrita
que ainda não fizemos

e o que brota desse amor latente
se o desejoé tua boca
no lençol dos dias?

arturgomes
http://jutras-secretas.blogspot.com/

Olá poeta adoidado que destrambelha as palavras entre os dias corridos de surpresas e incertezas da multidão! Você sabe que aprecio seus vídeos e de março para cá, depois de provar o sabor de suas poesias, meu gosto ficou bem mais exigente e perceptivo, mesmo porque para mim de nada vale uma Arte simplesmente decorativa ou que grite, rasgue os verbos soltando no ar apenas o que a sociedade quer ouvir, de nada valeria, continuaria muda por aí.

A Arte está no caminho que você segue, tocando as feridas, abrindo novos olhares para a realidade que se dissolve entre elementos simples escondidos dentro de nós mesmos, mas que muitas vezes ficam sufocados nas sombras que nos cercam. A Arte falada, de trabalhar as palavras entre os beiços molhados, sempre estará no limite do êxtase pois ela se abriga na ponta da arma mais perigosa dos homens que é a própria língua,risos..., que pode atirar sonoridade no ar libertando toda expressão e pensamento dos corpos vivos que não suportariam vegetar pelos cantos calados.

Adorei e adorei esta mistura sonora e platônica das palavras do vídeo que se misturam de forma irônica fazendo cócegas nos ouvidos dos que a ouvem e nas mãos de quem as escrevem para se soltarem livres gargalhando por entre estes grandes espaços sedentos de alguns goles de expressão. Um lindo final de semana! E desculpa mais uma vez por eu escrever demais risos... nem coube aí em baixo, é que penso para me deparar com os dedos de frente em um teclado de computador, eles parecem uma metralhadora ,risos....
vê se pode?

Alcinéia – Corumbataí-RS

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