quinta-feira, 1 de julho de 2010

para heloisa curzio



entre as cores de frida
me kalo
heloísa na curva do abstrato
muito mais que conreto
pincel em transe
tintura em convulsão
eu
que não tenho dedos de aço
muito menos nervos de chumbo
me deito sobre a relva
deixo percorrer a neblina
do nariz
ao dedo grande do pé
todo o corpo fios de cobre
e os olhos na tela
grudados nas dela
belas curvas da mulher
artur gomes

Um comentário:

  1. Que lindo poema, Artur!
    Que bela homenagem!
    Que carinho gostoso!
    Muito obrigada!
    Super beijo!

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