terça-feira, 29 de junho de 2010

jura Não secreta













roberta agora
só se for cainelli
bruna só se for polleto

vestido
pode ser a própria pele
que cobre
a nudez do esqueleto

o beijo agora
só se for ao vivo
e-mail só se for inteiro

fantasia só se for de tanga
camila só se for pitanga
carnaval
a gente curte em fevereiro



artur gomes
fulinaíma blues poesia




jura secreta 113

lembro-me numa noite
de um hotel em porto
desenhei teu corpo
maduragada a dentro
e o poema agora
transporta-me ao instante
em que o pincel em brasa
jorra tinha no teu centro
e no teu corpo/casa
abro a porta e entro
passeando os flancos
pele nuas costas
o meu pincel de carne
em teus mamilos brancos
desagua nos teus olhos
até roçar teus dentes

no espelho em frente
vejo tuas ancas
entre as minhas coxas
tuas coxas brancas
o dedo em teus gemidos
até roçar teu ventre
no teu mar em fogo
todo gozo é festa
nos lençóis de linho
o que restou do mangue
e o calor no sangue
do teu leite quente

arturgomes

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